
Interdependentes, a governança e o pertencimento são elementos que formam uma base essencial para o desenvolvimento sustentável de comunidades e organizações saudáveis. Pode-se construir sociedades mais resilientes, coesas e adaptáveis às demandas de um mundo em constante evolução ao estabelecer-se governanças participativas, transparentes e inclusivas consubstanciadas pela cultura de pertencimento,
Grife-se que a governança se refere a processos e disposições que norteiam a tomada de decisões, enquanto o pertencimento diz respeito à conexão socioemocional que os indivíduos realizam com o ambiente e os grupos dos quais fazem parte.
No contexto da governança, é crucial estabelecer sistemas transparentes, responsáveis e participativos. A criação de políticas inclusivas, que considerem diversos entendimentos, promove a equidade e fortalece a legitimidade das decisões tomadas. A transparência nas ações dos gestores e a prestação de contas são fundamentais para construir a confiança necessária entre líderes e liderados.
Por sua vez, o pertencimento constitui-se pela cultura que valoriza a diversidade e promove a inclusão, questões fundamentais na gestão de territórios empreendedores. Quando os membros de uma comunidade ou organização sentem que suas vozes são ouvidas e consideradas, desenvolvem um vínculo mais profundo e significativo com o grupo. A partir das visões individuais constroem-se uma identidade coletiva que valoriza as diferenças, fortalecendo assim a coesão social e a colaboração.
Com efeito, a governança eficaz assegura que as estratégias adotadas para o território estejam alinhadas com os valores e os objetivos compartilhados pela coletividade. A participação ativa dos cidadãos na tomada de decisões e na concretização de iniciativas cria critérios de responsabilidade e pertencimento ao território. Isso não apenas impulsiona o engajamento, mas também melhora o desempenho e a inovação naquele local.
Equiponderar a eficiência da governança com o senso de pertencimento constitui-se como o grande desafio, porquanto burocracia excessiva ou a participação extremamente fragmentada tendem a minar o êxito das decisões, ao passo que a exclusão ou a marginalização de certos grupos comprometem o sentimento de pertencimento e a coesão social.
Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE
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