
Artesãs e artesãos de todo o Brasil já podem realizar sua inscrição para participar da 6ª edição do Prêmio Sebrae TOP 100, a mais importante premiação do artesanato brasileiro. A iniciativa do Sebrae, que reconhece as 100 unidades de produção artesanal mais competitivas do país, tem o objetivo de valorizar a qualidade dos produtos, as boas práticas de produção e gestão, além de incentivar o artesanato como atividade sustentável.
Podem participar instituições formalizadas que produzem artesanato, como MEI, cooperativas, associações e outras empresas formais, com CNPJ válido. Cada unidade de produção pode inscrever até três produtos. As inscrições vão até o dia 26 de abril pela página da premiação.
Além do reconhecimento nacional, os 100 artesãos selecionados vão ter o direito de usar o selo Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato, que se torna um diferencial no mercado.
Crescimento do setor
O segmento do artesanato cresceu 26% nos últimos dez anos e, segundo a PNAD, reúne cerca de 1,3 milhão de pessoas em ocupações ligadas ao artesanato. O avanço acompanha o surgimento de uma nova economia artesanal, impulsionada por consumidores que buscam autenticidade, sustentabilidade e conexão cultural.
De acordo com o estudo econômico “Artesanato no Brasil”, elaborado pela Unisinos e contratado pelo Sebrae, o levantamento aponta que a distribuição dos artesãos no Brasil acompanha, em grande medida, a concentração populacional do país, com destaque para a região Sudeste, que reúne a maior participação, com 43,3% do total. Entre os estados, sobressaem o Ceará (7,0%) e Pernambuco (3,6%).
Em relação ao nível de instrução, predomina o ensino médio completo ou equivalente, representando 39,5% dos artesãos, seguido pelo ensino fundamental incompleto, com 25,7%. Ao todo, 86,6% possuem até o nível médio completo, enquanto apenas 8,8% têm ensino superior completo, percentual inferior à média nacional de trabalhadores com esse nível de escolaridade, que é de cerca de 23%.
No recorte etário, o maior grupo está entre 50 e 64 anos, concentrando 34% dos artesãos, e aproximadamente 88% têm mais de 30 anos, evidenciando um perfil mais maduro da atividade. Já na estrutura demográfica, as mulheres são maioria expressiva, correspondendo a 60,7% (798.457 artesãs), enquanto os homens representam 39,3% (517.226).
Em termos de cor ou raça, observa-se predominância de pessoas pretas e pardas entre as mulheres (33,7%) e entre os homens (21,3%), seguidas por pessoas brancas, além de participações menores de indígenas, amarelos e não informados. Esses dados reforçam o caráter diverso, tradicional e socialmente relevante do artesanato no Brasil.
Os dados do estudo estão disponíveis no portal do Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab).
Mais informações:
6ª edição do Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato
Inscrições até o dia 26 de abril, pela página do prêmio
