Uma boa noticia para economia cearense, pesquisa realizada, pela Fecomércio-CE, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) aponta que o consumidor está menos endividado.
Segundo dados da pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada no bimestre janeiro/fevereiro de 2023, a proporção de consumidores com contas ou dívidas em atraso teve diminuição de 5,1 pontos percentuais, passando de 27,3%, no bimestre novembro/dezembro, para 22,2% no atual período.
A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, teve uma redução de 2,4 pontos percentuais, atingindo o patamar de 9,1% no bimestre janeiro/fevereiro. O índice também mostra melhoria com relação ao mesmo período de 2022, quando foi mensurado em 10,3%.
O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (inadimplência potencial de 10,1%), do grupo com idade acima dos 35 anos (9,4%) e do estrato com renda familiar mensal inferior a cinco salários-mínimos (9,3%).
PRINCIPAL CAUSA
A falta de planejamento orçamentário, segundo avalia a pesquisa, é um problema crítico para o controle do endividamento, estando sempre entre um dos principais motivos para o atraso ou inadimplência. 78,1% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento.
É o que reforça o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/CE e vice-presidente do Sistema Fecomércio CE, Cid Alves, ao analisar o resultado da pesquisa. Ele ressalta que é muito positivo fazer e manter um planejamento financeiro e que os anos de pandemia, além do sofrimento e da tragédia da perca de milhares de vidas, despertou nas pessoas uma maior preocupação com as finanças. “Nos ensinou, a duras penas, a cuidar melhor das finanças, tanto domésticas quanto empresariais. Nos ensinou a poupar, a gastar menos, a priorizar e a respeitar o que não é supérfluo no consumo das famílias e, com isso, conseguimos esses números que são importantes para toda a Economia do Estado do Ceará”, enfatiza.
