
Componente importante de nossa economia, o segmento de eventos destaca-se pela contribuição significativa quanto à geração de empregos diretos e indiretos, fomento ao turismo, geração de renda para o território onde está inserido e receita pública.
Ressalte-se a profunda relação entre eventos e outra área estratégica para o desenvolvimento que é a cultura. Na cultura estão relacionadas atividades de diversas naturezas: manifestações artísticas, espetáculos teatrais e musicais, apresentações audiovisuais, desfiles de moda, festivais de toda natureza, festas populares como São João, Romarias, Carnaval, feiras relacionadas às atividades da economia criativa.
Ambos os segmentos foram os mais prejudicados pela Covid-19 porquanto as atividades, em geral, demandam a aglomeração de pessoas. Consequentemente, eventos e cultura foram impelidos a adaptarem-se com rapidez a um maior e melhor uso das tecnologias digitais.
Associado a isso, eventos e cultura também enfrentam ainda os desafios relativos à necessidade iminente quanto à revisão das estratégias de marketing, adoção de modalidades novas de engajamento com o público, adequação às tendências do mercado e oportunidades de negócios advindas das transformações culturais e tecnológicas em permanente desenvolvimento.
Por esta similaridade de desafios e pela relação intrínseca que eventos e cultura guardam entre si, nada mais natural que busquem cada vez mais intensificar e ampliar a conexão entre eles, visando a melhoria da gestão empresarial, o avanço da organização e o fortalecimento da articulação institucional dos dois segmentos.
Integrar os ecossistemas produtivos desses segmentos pode trazer proveitos para ambos, criando sinergias, ampliando oportunidades e o desenvolvimento de negócios. Podem contribuir para esta integração: promoção conjunta de eventos; fortalecimento da infraestrutura cultural, como museus, teatros, espaços para exposições e shows; valorização dos produtos culturais; capacitação e formação de mão de obra e fomento ao empreendedorismo.
Com isso, beneficiam-se estes ecossistemas e a sociedade com o aumento da circulação de bens e serviços, a geração de empregos e renda, a promoção da cultura local e o fortalecimento da identidade regional.
Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE
