
O Ceará deve ganhar, até abril de 2023, um centro de inovação e apoio a startups para estimular a geração de novos negócios. A estrutura pretende reunir os concentradores (hub) de startups, empresas de treinamento, serviços e um ambiente de negócios no prédio da entidade na avenida Monsenhor Tabosa, na Praia de Iracema, em Fortaleza. O projeto foi apresentado à diretoria do Banco do Nordeste, na última segunda-feira (5) pelo superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, e pelo diretor técnico, Alci Porto. Também participaram do encontro, o diretor de administração e finanças do Sebrae/CE, Airton Gonçalves, o articulador da Unidade de Gestão dos Ambientes de Inovação e a chefe de gabinete da instituição, Mônica Sabino.
“Queremos mobilizar as grandes entidades no Ceará que estimulam a inovação, seja para órgãos públicos, seja para empresas privadas. A gente quer que a av. Monsenhor Tabosa se transforme em um grande corredor tecnológico”, afirma Cartaxo. Além da unidade na capital, o projeto prevê outros três centros de inovação nas cidades de Sobral, Juazeiro do Norte e Quixadá.
A ideia é que a criação de um ambiente de inovação retenha as startups locais dentro do estado. De acordo com Alci Porto, a falta de uma estrutura apropriada pode gerar os “retirantes tecnológicos”. “Temos uma rede de formação no interior, mas se não houver ambiente favorável teremos uma safra de jovens que vão pegar seu tablet e vão fazer negócios em outro lugar”, diz o diretor técnico do Sebrae/CE.

A visita da diretoria do Sebrae/CE teve o objetivo de convidar o Banco do Nordeste para contribuir com o projeto utilizando sua experiência com o Hub de Inovação Banco do Nordeste (Hubine) e também participar do conselho de gestão do novo equipamento, que terá a orientação profissional da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) até 2025.
O presidente do BNB, José Gomes da Costa, afirmou que o projeto deve trazer grande contribuição para a inovação no estado. “Nós acompanhamos esse tipo de equipamento em Salvador e em Recife e vemos que as experiências são exitosas. A gente vê a presença da iniciativa privada e a geração de negócios. O nosso papel, além do peso institucional, é de suporte com financiamento para quem vai se instalar lá”, afirma.
