ASN CE Atualização
Compartilhe

Licença-paternidade para MEI: veja o que muda com ampliação e como vai funcionar

Sancionada e publicada no Diário Oficial da União em 1º de abril de 2026, a Lei nº 15.371 prevê aumento gradual do benefício a partir de 2027.
Por Redação
ASN CE Atualização
Compartilhe

A ampliação da licença-paternidade no Brasil já tem data para começar. Sancionada e publicada no Diário Oficial da União em 1º de abril de 2026, a Lei nº 15.371 prevê aumento gradual do benefício a partir de 2027, com acréscimo inicial de cinco dias de afastamento após o nascimento do filho. A medida será ampliada progressivamente até alcançar 20 dias em 2029, sem prejuízo do emprego ou salário – mas ainda levanta dúvidas sobre como essas mudanças se aplicam aos microempreendedores individuais (MEIs) .

A implementação da nova licença ocorrerá de forma escalonada para permitir a adaptação do mercado e do sistema previdenciário. Veja a seguir o cronograma estabelecido pela legislação:

  • Até 31/12/2026: Permanece em 5 dias.
  • A partir de 01/01/2027: Aumento para 10 dias.
  • A partir de 01/01/2028: Aumento para 15 dias.
  • A partir de 01/01/2029: Aumento para 20 dias.

Renda

Um dos pontos centrais da nova lei para o microempreendedor é a forma de custeio do benefício. Diferente das empresas de maior porte, onde o empregador muitas vezes adianta o valor para posterior reembolso, no caso do empregado do MEI , o salário-paternidade será pago diretamente pela Previdência Social.

Daniel Gigante, gerente jurídico do Sebrae Rio, avalia que a estrutura proposta pela lei protege o pequeno negócio. “Esse desenho normativo demonstra uma preocupação explícita do legislador em não transferir ao pequeno empregador o ônus financeiro da ampliação do direito”, afirma.

Quanto ao aspecto financeiro, Gigante diz que o impacto para o MEI é considerado praticamente nulo, pois “não gera aumento de custo trabalhista direto nem obrigatoriedade de adiantamento salarial”.

Embora não haja custo financeiro direto, o especialista afirma que o MEI deve se atentar ao impacto operacional, considerando a estrutura enxuta com apenas um empregado. “A implementação progressiva funciona como um mecanismo de adaptação gradual, permitindo que o empreendedor reorganize seus processos ao longo do tempo, em vez de enfrentar uma mudança abrupta”, diz.

Dicas

A medida começará a valer a partir de 2027. No entanto, os pequenos negócios já podem começar a se preparar para a mudança com ações simples para ajudar no dia a dia da empresa a partir de agora.

1) Planejamento prévio

Mapeie as funções críticas dentro do seu pequeno negócio e faça a previsão de como serão cobertas essas atividades durante a ausência do colaborador.

2) Automatização de processos

É importante investir em ferramentas digitais que reduzam a dependência de tarefas manuais dos colaboradores.

3) Contratação temporária

Se for o caso, em setores mais sensíveis, é necessário considerar o reforço pontual de mão de obra.

4) Flexibilidade interna

Estimule a polivalência da sua equipe para que colegas possam assumir funções temporariamente e para que não haja queda na produção.

5) Comunicação clara

Alinhe as expectativas com clientes e fornecedores para evitar impactos na entrega.

Serviço

Para conhecer a íntegra da Lei 15.371/2026, acesse aqui.