Mais de 15 mil postos de trabalho formais. Este é o total de empregos diretos gerados pelas empresas integrantes da cadeia produtiva do Livro no território cearense. A informação faz parte do estudo lançado nesta quinta-feira (13) pelo Sebrae/CE, Academia Cearense de Letras e Fundação Waldemar Alcântara, em solenidade realizada na sede da ACL, em Fortaleza.
O evento contou com a presença do superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, do presidente da ACL, Lúcio Alcântara, do reitor da Universidade Federal do Ceará, Cândido Albuquerque e do secretário executivo de Regionalização e Modernização da Casa Civil do Governo do Estado, Célio Fernando Bezerra.
Também estiveram presentes, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Livros – Sindilivros/CE, Jhote Frota, o presidente da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, Reginaldo Vasconcelos e a presidente do Conselho Regional de Economia e Diretora de Economia Popular e Solidária da Adece, Silvana Parente.
Estudo
O estudo, elaborado pelo economista Lauro Chaves e pelo gestor cultural Luís Carlos Sabadia a partir da análise dos dados econômicos e de entrevistas com alguns dos profissionais e empresários do segmento, trouxe um retrato da cadeia produtiva do livro cearense. Ele também apontou alguns dos seus principais desafios, bem como sugestões de ações e políticas públicas visando o desenvolvimento deste segmento no estado.
Segundo o estudo, o Ceará possui mais de 1.200 estabelecimentos formais distribuídos em 37 atividades ligadas à cadeia do livro. A publicação mostra ainda que as atividades econômicas relacionadas a esta cadeia produtiva contribuíram para uma arrecadação de mais de R$ 48 milhões em ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).
De acordo com o presidente da ACL, Lúcio Alcântara, o estudo é uma contribuição para a defesa da cultura cearense. “É um segmento muito relevante para a economia local. Por isso, estamos apresentando propostas e estratégias, inclusive ao poder público, para fomentar ainda mais o crescimento dessa cadeia”.
Já o superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, lembrou que a cadeia produtiva do Livro está inserida no contexto da Economia Criativa, destacando o trabalho que o Sebrae vem realizando nesta área em todo o Nordeste. Segundo ele, um dos desafios apontados pelo estudo é a necessidade de se realizar campanhas de incentivo à leitura, principalmente entre o público mais jovem.
O economista Lauro Chaves apontou que, ao contrário do que se pensa, a tecnologia é uma aliada no processo de desenvolvimento da cadeia produtiva do livro e que todos os atores ouvidos durante a elaboração da pesquisa se mostraram ansiosos por desenvolvimento, capacitação e por uma maior integração com os outros elos do segmento.
Luís Carlos Sabadia destacou que a cultura é um importante ativo econômico do Ceará e que, a exemplo do que foi feito com o segmento do turismo, pode ser fortalecido por meio do planejamento e da execução de políticas públicas articuladas.

