Com um rebanho aproximado de 85 mil bovinos e uma produção estimada em mais de 200 mil litros de leite diário, o município de Quixeramobim destaca-se na bovinocultura de leite do estado do Ceará. Estima-se, a partir destes dados, que a comercialização de leite in natura movimente, aproximadamente, 14 milhões de reais mensais, comprovando a relevância econômica desta cadeia produtiva para o município.
E para dar ainda mais visibilidade à bovinocultura leiteira da Região, foi realizada, numa iniciativa do Sebrae/CE, Prefeitura Municipal de Quixeramobim, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – FAEC e da União dos Produtores de Leite do Estado do Ceará – Unileite, a IV Edição da Copa Leite.
Tradicional na Região, o evento foi realizado pela primeira vez em 2017. Teve sua segunda edição em 2918 e a terceira em 2019, mas parou a partir do 2020, devido às medidas sanitárias restritivas provocadas pela Covid 19.
Este ano, contanto com a presença do presidente da FAEC Amilcar Silveira, do diretor técnico do Sebrae/CE, Alci Porto, e da Gerente Executiva da Superintendência Estadual do Banco do Nordeste, Francisca Jeania, o evento retornou ao calendário estadual.
Tendo como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do leite do município de Quixeramobim, o evento voltou com uma programação diversificada com a realização de uma feira setorial do agronegócio, com estandes de fornecedores de produtos agropecuários, instituições bancárias e parceiros da cadeia produtiva.
Durante o evento, os participantes aproveitaram para fazer networking, negociar produtos com fornecedores diversos, acessar informações sobre crédito e orientações e capacitações para as suas propriedades.O espaço também foi aberto ao público que pode conhecer mais sobre a cadeia produtiva do leite, entender a sua importância para o município e enxergá-la, também, como oportunidade de investimento.
AGROSERTÃO
Paralelamente, foi realizada, também, a primeira edição de Quixeramobim do Seminário AgroSertão, programação técnica com especialistas das áreas de gestão da propriedade rural, manejo sanitário, qualidade do leite, produção de forragem, alimentação dos rebanhos e beneficiamento do leite. A iniciativa possibilitou aos produtores novos conhecimentos que vão ajudar a otimizar as suas propriedades, possibilitando um aumento de produtividade, reduzindo custos e consequentemente aumentando os lucros. As palestras foram realizadas dentro do espaço da feira de negócios e foram capacitadas aproximadamente 200 participantes, entre produtores e empreendedores do setor rural e interessados na temática.
Na primeira noite da Copa do Leite aconteceu o Festival do Queijo, concurso que elegeu o melhor queijo coalho do município de Quixeramobim. Foram premiados, o Queijo da Terra Conquistada em 3º lugar, o Queijo da Maria em 2º e o Queijo da Arlete como campeão da competição.
No segundo dia foi a vez de apresentar o maior queijo coalho do mundo, que já pertencia a Quixeramobim, e foi superado, novamente em 2022, passando a ter de 1480kg, bem maior que os 1390kg das edições anteriores. O evento encerrou-se com o 1º Encontro dos Amigos do Leite do Sertão Central e com a premiação do torneio leiteiro.
A expectativa é de que, durante os três dias, o evento tenha recebido visitantes de todo o Sertão Central e uma caravana do município de Jucás, organizada pelo Regional Centro Sul, num total de três mil visitantes, superando as edições anteriores.
O articulador do Sertão Central Cleverson Carlos destacou que a Copa Leite oportunizou mais de 2 milhões em negócios, “além da troca de informações entre os produtores de toda a região, novas oportunidade de negócios futuros e destaque para a cadeia produtiva do leite de Quixeramobim que é uma das principais molas propulsoras do desenvolvimento econômico local”, ressaltou.
O evento mobilizou, durante toda a sua realização, toda a equipe técnica do Sebrae no Sertão Central, a partir do empenho dos analistas Anderson Gonçalves, Cleylton Ferreira e Lillian Rodrigues para garantir que o Sebrae/CE continue contribuído, de maneira significativa, como um agente de transformação do setor pecuário do Sertão Central e do Estado do Ceará.
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