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Algodão colorido ganha espaço e novas perspectivas para a agricultura do Centro-Sul

Técnicas de produção, possibilidades de mercado e os desafios para a retomada e modernização da cultura na região foram temas do Dia do Campo, promovido pelo Sebrae
Por Redação
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Foto: Divulgação

Uma cultura que durante décadas esteve ligada à história agrícola de Iguatu começa a ganhar uma nova perspectiva no município. O algodão, com destaque para as variedades naturalmente coloridas e para a adoção de técnicas de produção mais modernas, foi tema do Dia de Campo Rota Viva Centro Sul – Algodão Branco e Colorido , realizado pelo Sebrae/CE no último dia 15, no distrito de Barro Alto, em Iguatu.

O encontro aconteceu na propriedade dos produtores Felipe Silva e Mayra Batista, que vêm desenvolvendo uma área experimental com diferentes variedades de algodão colorido. A iniciativa reuniu 40 participantes, sendo 16 produtores rurais, além de representantes da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), Ematerce, APAECE, secretarias municipais de Agricultura, professores e técnicos.

Participaram representantes dos municípios de Iguatu, Acopiara, Piquet Carneiro e Jucás, promovendo um importante espaço de troca de conhecimentos e aproximação entre produtores, instituições, profissionais e investidores interessados no potencial da cultura.

Conhecimento e inovação para uma cultura tradicional

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De acordo com o analista do Sebrae Regional Centro-Sul, Ariel Alves, o Dia de Campo proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer de perto a experiência desenvolvida na propriedade e acompanhar o trabalho com diferentes variedades de algodão, especialmente as de coloração natural. A atividade também possibilitou a discussão sobre técnicas de produção, possibilidades de mercado e os desafios para a retomada e modernização da cultura na região.

“A iniciativa reforça a importância da experimentação, da inovação e da transferência de conhecimento para identificar novas alternativas produtivas que possam se adaptar às condições do semiárido e gerar maior valor para os agricultores”, destaca.

Uma nova oportunidade para o algodão no Centro-Sul

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Mais do que resgatar uma cultura tradicional da história agrícola de Iguatu, o encontro buscou olhar para o algodão a partir de novas possibilidades. A produção de variedades coloridas naturalmente pode abrir caminhos para mercados diferenciados, agregação de valor e desenvolvimento de produtos com identidade territorial.

Segundo o analista do Sebrae, a proposta é avaliar o potencial da cultura e estimular a formação de uma cadeia produtiva do algodão no Centro-Sul, criando novas oportunidades para agricultores, empreendedores e demais atores envolvidos no processo produtivo.

Rota Viva conectando produção e oportunidades

A realização do Dia de Campo integra a estratégia da Rota Viva Centro Sul, que busca identificar, fortalecer e valorizar as potencialidades produtivas do território, conectando produtores, instituições, conhecimento e mercado.

Para Ariel, ao aproximar quem produz de instituições de pesquisa, assistência técnica, poder público e investidores, a iniciativa contribui para transformar experiências locais em oportunidades de desenvolvimento, fortalecendo a diversificação da produção e ampliando as possibilidades de geração de renda no campo.

“O algodão, que já fez parte da história econômica da região, passa a ser observado sob uma nova perspectiva: uma cultura tradicional que pode encontrar, por meio da inovação e da agregação de valor, novos caminhos para contribuir com o futuro da agricultura do Centro-Sul cearense”, complementa.