
Vivemos em um mundo em transição, que passa por aceleradas mudanças no âmbito sociocultural no século 21. Este processo provoca impactos nos hábitos de vida e consumo das pessoas e, consequentemente, submete os segmentos econômicos a tentativas de adaptações referentes a atender às novas demandas e realidades causadas por estas mudanças.
Uma das áreas mais sensíveis a estes impactos é o segmento do turismo, pois lida diretamente com as expectativas e sonhos dos consumidores. Desejos de encontrarem mais e melhores ofertas, melhores acomodações, melhores serviços, em suma melhores experiências. Considero a vivência o principal ativo que o destino ou equipamento turístico proporciona, ou seja, a materialização do sonho das tão aguardadas férias, sejam elas grandes ou curtas.
Como fazer isso, nos dias de hoje, levando em conta que a velocidade das mudanças é cada vez maior? A primeira coisa refere-se à atenção aos anseios dos consumidores. Nesse passo, o meio digital pode ser um grande aliado para potencializar vendas, mas também ouvir e interagir com os atuais e possíveis clientes.
Outro fator é a oferta de experiência. Um destino ou equipamento turístico presta serviços incomuns, que precisa se ver como um ente integrante de um grande ecossistema socioprodutivo e cultural com capacidade precípua relacionada a proporcionar experiências, as quais causam impacto na imagem e na economia, tanto de um lugar ou estabelecimento como do território onde está inserido.
Articular e integrar todas as atividades do território é uma maneira de fazer isso, de modo que todos se sintam responsáveis pelo sucesso daquele destino. Sublinhe-se que é fundamental o envolvimento da comunidade local, pois integrá-la com seus saberes e fazeres fundamenta o diferencial de um destino turístico exitoso.
Também não se pode esquecer da sustentabilidade com as componentes ecológicas, econômicas, culturais e sociais. Já há o sentimento mundial crescente clamando por um modelo de desenvolvimento que respeite a finitude dos recursos do planeta, valorize as culturas locais, combata as profundas desigualdades entre pessoas e regiões. Um novo mundo cada vez mais justo, local, verde e digital.
Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE
