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Debate sobre vitalidade urbana e transformação digital marca primeira edição dos Diálogos Terciários

O programa faz parte do calendário de atividades da Experience- Escola de Conhecimento Sebrae
Por Redação
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O Sebrae/CE lançou nesta quarta-feira (5) o Programa Diálogos Terciários, evento online que reúne especialistas com o objetivo de discutir soluções e estratégias para fortalecer os centros comerciais urbanos e as atividades ligadas aos setores de comércio e serviços. Transmitido pelo canal da instituição no YouTube (youtube.com/portalsebraenoceara), o programa faz parte do calendário de atividades da Experience- Escola de Conhecimento Sebrae.

A edição de lançamento teve como tema “Vitalidade Urbana, Comércio, Serviços e Turismo: Transformações e Permanências” e contou com a participação da professora doutora do curso da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), Heliana Vargas e do professor doutor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ricardo Paiva. O debate foi mediado pelo superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo.

A próxima edição dos Diálogos Terciários será realizada no dia 19 de agosto e terá como tema “Turismo de base comunitária: como empreender?”

Transformação Digital e Vitalidade Urbana
Em sua exposição, a professora Heliana Vargas falou sobre como os fluxos de pessoas motivados pelas relações de consumo e busca por serviços contribuem para a vitalidade dos espaços urbanos. Segundo ela, durante a pandemia, esta vitalidade foi impactada pela limitação dos fluxos, associado ao aumento do consumo por meio digital.

De acordo com a professora, algumas mudanças geradas pela pandemia, como o aumento das compras obrigatórias (itens de necessidade) por e-commerce, devem permanecer mesmo no pós-pandemia, modificando assim, os fluxos de pessoas e de mercadorias no tocante a estas atividades obrigatórias. Por outro lado, Heliana acredita que no pós-pandemia a vitalidade dos centros urbanos estará mais focada nos fluxos de consumo por lazer e na relação das pessoas com os espaços públicos.

“Hoje as pessoas não querem só comprar, elas querem vivenciar, ter experiências. Os grandes eventos passarão a ser muito importante para a recuperação desta vitalidade urbana das cidades”, afirmou. Ela disse ainda que uma outra alternativa para a retomada desta vitalidade pode ser o incentivo do chamado turismo urbano. “As grandes cidades oferecem uma grande quantidade de espaços e atividades que podem ser aproveitadas para incentivar este turismo de deslocamentos menores, abrindo uma outra oportunidade de recuperar o turismo nestas cidades”.

Repensar o espaço urbano
O professor Ricardo Paiva acredita que este comprometimento na vitalidade urbana vai além dos efeitos da pandemia e que uma saída para isso pode estar em um repensar das relações dos espaços públicos e privados das cidades. “Talvez a gente precise pensar qual será o melhor uso destes espaços. Precisa se repensar o desenho das cidades, entendendo que estas permanências e estas transformações, sobretudo na questão do digital, requerem uma cidade mais justa, democrática e inclusiva”.

Ele disse ainda que a transformação digital é um caminho sem volta e que diante disso é preciso pensar como se valer desta transformação para repensar a vitalidade urbana. “Talvez a cultura urbana antes destas tecnologias fosse uma e agora a gente precise repensar, respeitando as limitações da estrutura urbana”.

Respondendo a uma pergunta de um internauta sobre como as lojas do centro da cidade poderão se reinventar diante desta nova realidade, Ricardo Paiva disse que elas precisarão conciliar o real e o virtual. “Sobreviverá na cidade, no comércio, no turismo quem conseguir conciliar estas duas condicionantes, o presencial/real/material e virtual/digital/remoto”.

Impacto nos pequenos negócios
Para o superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, toda esta discussão a respeito da vitalidade urbana tem relação direta com os pequenos negócios, uma vez que mais de 90% das empresas formalizadas em qualquer cidade brasileira são de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.

Ele destacou ainda que a ideia de se promover um debate sobre os cenários e perspectivas sobre o setor terciário se deve ao papel desempenhado pelas atividades ligadas ao comércio e serviços para a economia. No caso do Ceará, dos cerca de 526 mil pequenos negócios formalizados, 84% deles estão neste setor econômico.

Serviço

A íntegra do debate sobre “Vitalidade Urbana, Comércio, Serviços e Turismo: Transformações e Permanências” está disponível no canal do Sebrae/CE no YouTube (youtube.com/portalsebraenoceara)