ASN CE
Compartilhe

Ceará amplia em 90% o saldo de postos de trabalho formais em relação a fevereiro do ano passado

Em todo o país, os números do Caged apontam um crescimento de 40% no saldo de empregos com carteira assinada no mesmo período
Por Com informações do Governo do Ceará
ASN CE
Compartilhe
Foto: Carlos Gibaja

O Ceará retomou a geração de postos de trabalho em fevereiro e registrou um saldo positivo, com o crescimento de 6.488 de novos empregos com carteira assinada. Os números são do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Com o resultado, o Ceará registra uma expansão do saldo de empregos formais em 89,54%, comparado com fevereiro de 2024, e se mantém entre os três maiores geradores de postos de trabalho no Nordeste, onde também se encontram a Bahia e o Pernambuco. Já para o saldo acumulado em 2025, ocupa a segunda posição dentre os estados do Nordeste – Bahia (27.605) Ceará (6.057) e Pernambuco (3.674).

“Acreditamos que 2025 trará boas notícias para o mercado de trabalho. Vários projetos de incentivo à economia estão se consolidando, a exemplo do Entrada Moradia Ceará e da atração de novos empreendimentos. Desta forma, as iniciativas dos governos estadual e federal, e a confiança do setor privado são fundamentais para impulsionar este resultado,” analisa o secretário do Trabalho do Ceará e conselheiro estadual do Sebrae/CE, Vladyson Viana.

Vladyson Viana, secretário do Trabalho do Ceará

Em nível setorial, o destaque é para o setor de serviços do estado, com uma representatividade na expansão do saldo de empregos formais da ordem de 51,47%. Além dos serviços, os números também foram puxados pelos setores da Construção Civil (1.317), Comércio (1.155) e Indústria (762). Em nível geográfico, além da capital (4.361), as cidades que se destacam na geração de empregos formais são Juazeiro do Norte (585), Horizonte (485) e Maracanaú (422).

Em todo o país, o emprego celetista também apresentou aumento em fevereiro de 2025, registrando saldo de 431.995 postos de trabalho. Esse resultado decorreu de 2.579.192 admissões e de 2.147.197 desligamentos. O número representa um crescimento de 40,46% em relação a fevereiro de 2024, quando o saldo de contrações formais ficou em 307.540.

Em fevereiro deste ano, segundo o Caged, todos os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos, conforme a seguir: Serviços (+254.812 postos); Indústria Geral (+69.884 postos); Comércio (+46.587 postos); Construção (+40.871 postos) e Agropecuária (+19.842 postos).

PNADc

Além do Caged, outro bom indicativo da economia veio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) realizada pelo IBGE e que analisou o período do trimestre encerrado em fevereiro. De acordo com o levantamento, os números de fevereiro apotam que existem mais de 39,6 milhões de trabalhadores no país contratados com carteira assinada.

A pesquisa do IBGE mostra ainda que o rendimento médio dos trabalhadores chegou ao recorde da série (R$ 3.378). Ao mesmo tempo, a taxa de desocupação subiu para 6,8%, com alta de 0,7 ponto percentual – repetindo o seu valor mais baixo entre os trimestres encerrados em fevereiro (6,8%), fato ocorrido em 2014.

Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões) caiu 6% no trimestre e manteve estabilidade no ano. Enquanto isso, o contingente de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 1,7% no ano. A taxa de informalidade também teve redução: saiu de 38,7% (trimestre encerrado em novembro) para 38,1% (concluído em fevereiro).