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A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, referente a fevereiro de 2026, aponta que 68,5% dos consumidores da Capital possuem algum tipo de dívida. O levantamento é realizado pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).
O resultado representa alta de 0,9 ponto percentual em relação a janeiro (67,6%), mas permanece abaixo do índice registrado no mesmo mês do ano passado, quando atingiu 70,8%, mantendo a tendência de melhora na comparação anual.
Os dados indicam que os gastos essenciais seguem pressionando o orçamento das famílias. Parte significativa dos consumidores têm recorrido ao crédito para manter o consumo básico, e não para antecipar a aquisição de bens duráveis, o que contribui para a persistência de atrasos, especialmente entre os grupos de menor renda.
De acordo com a diretora institucional da Fecomércio-Ce, Cláudia Brilhante, o cenário exige atenção. “Apesar da melhora estrutural na comparação anual, observamos que o crédito tem sido utilizado principalmente para custear despesas correntes, como alimentação e saúde. Isso indica que muitas famílias ainda operam com orçamento apertado, sobretudo nas faixas de menor renda”, destaca.
