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Sebrae/CE avança no processo de Indicação Geográfica para o mel de Aroeira e Algodão dos Inhamuns

Junto com os produtores da Região, o Escritório Regional da instituição finalizou a estruturação das unidades representativas necessárias para o processo de certificação
Por Redação
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Considerada uma das principais entregas definidas pela consultoria que assiste aos produtores no trabalho de conquista do Selo de Indicação Geográfica, o Escritório Regional do Sebrae nos Inhamuns acaba de apoiar a criação da APIMAI- Associação que vai atender aos apicultores e a adequação da ADEC- Associação de Desenvolvimento Comunitário de Tauá, que agrega agricultores de cinco municípios da Região no desenvolvimento do plantio de algodão agroecológico na região.

Assim, ambas associações vão se tornar aptas para serem substitutas processuais (entidades gestoras) junto ao INPI, em relação ao processo de Indicação Geográfica dos dois produtos. As demais ações de estruturação das duas IG seguem, de acordo com cronograma estabelecido, tem previsão de conclusão em 2022.

Como explica Luiz Gonçalves, articulador do Sebrae na Região, a “IG -Indicação Geográfica é uma certificação que comprova a origem de produtos, à qual estão associados atributos de qualidade e características específicas, reconhecidas e apreciadas pelos consumidores”. Ele reforça ainda que, a IG é um reconhecimento que empodera produtores e impulsiona o Turismo e o valor agregado os produtos.

Certificações Sebrae

No caso do Ceará, há mais de um ano o Sebrae está organizando oito territórios produtores, em seis regiões do Estado, para obtenção da certificação. O primeiro passo nesse processo de estruturação na busca pela certificação foi realizar o mapeamento das potencialidades, o que foi feito pelos técnicos da Unidade de Gestão e Sustentabilidade do Sebrae Ceará que percorreram quilômetros e quilômetros, avaliando cada um desses grupos produtivos.

Esse trabalho identificou, na Região dos Inhamuns, o algodão e o mel de Aroeira; em Aquiraz, a renda de bilro; em Potengi, as facas e cutelaria; em Viçosa do Ceará, a cachaça; em Jaguaribe, o queijo coalho; em Tianguá, a Fibra do Croá de Pindoguaba e na Serra de Baturité, o café da região. Para todos esses produtos e territórios foi constatada a existência de notoriedade e reputação no mercado, seja regional, estadual ou nacional.

Agora, o objetivo é garantir a continuidade desse processo de estruturação, reforçando os aspectos da governança e construindo e reunindo a documentação necessária ao registro da IG junto ao INPI. Em paralelo, estão sendo trabalhadas as necessidades de adequação de processos para esses produtores, além de criação da identidade visual da Indicação Geográfica, conhecido como signo distintivo da IG.