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Produtores cearenses inovam ao usar plataformas e redes sociais para vender

A iniciativa, que tem o apoio do Escritório Regional do Sebrae no Maciço, aumentou a renda de produtores locais
Por Redação
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A proibição de aglomeração por causa do combate ao Coronavirus, atingiu em cheio a realização de feiras livres em todas regiões do Estado, inclusive no Maciço de Baturité. Com dificuldade na comercialização e tendo que pagar os compromissos financeiros e as despesas do dia a dia, os produtores rurais familiares sofreram muito no início da epidemia, com muitas perdas. Viram, inclusive, verduras se perderem e frutas apodreceram pela queda nas vendas.

Passado algum tempo, os produtores de Baturité resolveram reagir e vários projetos envolvendo redes sociais e plataformas, além da criação de startups para conectar pequenos produtores ao varejo começaram a ser criados.

Uma delas pensada em parceira com o Sebrae na Região através da plataforma WhatsApp Business, que reuniu 120 agricultores da região, beneficiados com a venda direta para os consumidores. O projeto atende a população de Baturité e, a cada 15 dias, realiza entregas em Fortaleza também.

Iniciado em maio, justamente para reduzir os impactos da pandemia junto aos trabalhadores rurais locais, segundo a articuladora do Sebrae em Baturité, Fabiana Gizele, os resultados alcançados são animadores. Os produtores comemoram uma lucratividade de cerca de 30% em relação ao período anterior ao início da pandemia.

Participantes da Cooperativa da Agricultura Familiar de Ocara (COOAF), por exemplo, avaliam que o projeto tem contribuído muito na renda e na conquista de novos consumidores. Com o delivery, eles contam que tiveram acesso a uma nova clientela focada nos produtos da terra, livres de agrotóxicos produzidos pelos agricultores.