ASN CE
Compartilhe

Polo Agroindústria-Caatinga foca no desenvolvimento da Cajucultura cearense

O projeto vai beneficiar os municípios de Beberibe, Aracati, Fortim e Cascavel
Por Redação
ASN CE
Compartilhe

Vai começar pelo Ceará um projeto inédito que tem como objetivo aproximar a ciência e a sociedade para gerar renda, emprego e qualidade de vida. É o projeto do Polo Modelo Agroindústria-Caatinga do Projeto Biomas Tropicais, apresentado em uma reunião remota realizada na última quarta-feira (11/08). A iniciativa visa fortalecer a cadeia produtiva do caju através da modernização do plantio e da realização de uma série de outras ações que visam agregar valor à cadeia produtiva da cajucultura.

No Ceará, o projeto beneficiará inicialmente os produtores dos municípios de Beberibe, Cascavel, Fortim e Aracati. A reunião de apresentação do Polo Modelo contou com a participação de lideranças locais e entidades ligadas ao setor do Agronegócio e teve a realização da Embrapa Agroindústria Tropical e do Sebrae e a presença do ex-ministro da Agricultura e presidente do Fórum do Futuro, professor Alysson Paolinelli.

É o Instituto Fórum do Futuro o coordenador do Projeto Biomas Tropicais que conta, no seu núcleo central com a parceria de instituições como o CNPq, a Embrapa, a Universidade de São Paulo (ESALQ), as Universidades Federais de Lavras e Viçosa, o Centro de Gestão de Estudos estratégicos, o SEBRAE e a FGV-Agro, além de inúmeras instituições regionais em cada um dos biomas estudados.

Município Escolhidos

Os municípios de Beberibe, Aracati, Fortim e Cascavel comporão o primeiro polo demonstrativo do projeto, que servirá para levar conhecimento e tecnologias ao setor produtivo. O polo demonstrativo do Ceará trabalhará para modernizar os plantios de caju, associado à produção de mel e ovinos.

Durante o encontro, o assessor da Diretoria Técnica do Sebrae Ceará, Reginaldo Lôbo falou sobre a situação da cajucultura cearense, mostrando, inclusive, os pontos principais onde o projeto deve chegar para obter sucesso. “Precisamos aumentar a produtividade, integrar a Indústria com a produção, buscar certificações, focar na inteligência de dados e a inserção no ambiente digital”.

Para a articuladora do Escritório do Sebrae Ceará na Região do Litoral Leste, Ana Carla Luna, “a proposta de implantação do POLO Agroindústria – Caatinga do Projeto Biomas Tropicais na região, integrando os municípios de Aracati, Beberibe, Fortim e Cascavel, vem estabelecer e fortalecer as parcerias estratégicas com os atores locais, para a sustentabilidade das atividades produtivas da Cajucultura consorciadas a Ovino e Apicultura, formando-se uma rede colaborativa na busca do desenvolvimento sustentável do território”.

Expansão 

O projeto Polo Modelo Agroindústria-Caatinga do Projeto Biomas Tropicais não atuará só no Ceará ou Nordeste. A iniciativa contará ainda com outros polos demonstrativos na Amazônia, na Caatinga e nos Cerrados, mantendo a sua missão de reduzir a distância entre a produção científica e a realidade do setor produtivo. “Ninguém conhece melhor os Biomas Tropicais que o Brasil, porém mais da metade das tecnologias sustentáveis que já produzimos jamais chegaram à sociedade”, explicou Alysson Paolinelli.

A concepção do Projeto Biomas começou há oito anos e a implantação teve início em meados de 2019, no Polo Demonstrativo dos Cerrados, em Rio Verde (GO). Para o ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli, presidente do Fórum do Futuro, torna-se indispensável vencer algumas etapas para que haja oportunidade para todos. “Ainda temos no Brasil algumas propriedades que são extrativas, com agricultura de subsistência parcial. Elas não conseguem alimentar nem a família como prioridade, com renda muito baixa. Precisamos estabelecer a possibilidade de inclusão no segmento, que é tão grande no país. É uma grande tarefa”, reforça.

De acordo com ele, é essencial apostar em políticas públicas para que o panorama seja favorável. “Se os recursos destinados ao pequeno e médio produtor continuarem sendo administrados pelos bancos, não teremos resultado. Os recursos devem ser efetivamente planejados previamente, permitindo não só transferir as tecnologias aos produtores, mas a obrigação de educação deles, que é absolutamente necessária”, complementou Alysson Paulinelli.