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Pesquisa do Sebrae identifica mais dificuldades para os pequenos negócios nessa fase da Pandemia

No país todo, 17 milhões de pequenos empreendedores se declaram pessimistas em relação ao futuro
Por Redação
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Mas, aqui no Ceará, o cenário sombrio anda ao lado da esperança de milhares de pessoas que continuam vendo no empreendedorismo a melhor saída para a sobrevivência e dias melhores. É o que movem 92 mil empreendedores que, apostando na esperança, resolveram abrir, só em 2020, e mesmo na pandemia, um negócio para chamar de seu. Com esse reforço, hoje, são 645 mil empresas cearenses classificadas como pequenos negócios, divididas entre Microempreendedores individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs). Juntas, elas correspondem a cerca de 99% de todos os negócios no Ceará e empregam 1,5 milhão de pessoas.

Para definir, com precisão, a atual situação dos pequenos negócios brasileiros o Sebrae realizou pesquisa abordando temas como endividamento, busca por crédito, investimento em inovação e faturamento. Hoje, segundo o levantamento, o Ceará está entre os Estados mais pessimistas, mostrando que os empreendedores acreditam que será preciso uma média de 19 meses para a normalização da economia local.

Além disso, a pesquisa identificou a situação do volúme de vendas dos pequenos negócios cearenses, mostrando que 51% apontaram queda em suas vendas na última semana, enquanto que 28% registraram aumento.

Quanto ao impacto negativo da pandemia no faturamento, que vinha dando sinais de recuperação alcança o pior patamar desde maio-junho/2020, superando até mesmo a média nacional (79%). Aqui, no Ceará, ficou em 82%.

Já sobre demissões, 14% confirmaram que fizeram desligamento de funcionários nos últimos 30 dias, enquanto 56% anunciaram que garantiram o emprego dos seus colaboradores.

Apesar desse cenário, nesse período os pequenos negócios cearenses conseguiram agregar o maior percentual de inovação (lançamento de novos produtos e serviços) desde o início da pesquisa: 59%. Uma forma de enfrentamento aos problemas produzidos pela pandemia.

Dicas do Sebrae/CE

Para o diretor técnico do Sebrae Ceará, Alci Porto, a melhor forma para sobreviver à esta segunda onda de restrições que os pequenos negócios estão enfrentando, é adotando ou ampliando as estratégias utilizadas em 2020. Uma delas é migrar para o mundo digital. “Há a necessidade de que aqueles ainda não migraram para o relacionamento online com o cliente o façam, com urgência”, aconselha. E explica por quê.

-No ano passado, houve uma sobrevivência maior porque 42% mudaram sua forma de se relacionar”, destaca. Ele acrescenta, ainda, que outra boa iniciativa seria, antes de ceder à tentação de recorrer ao crédito, verificar a situação financeira da sua empresa e traçar um plano de retomada”.

Além disso, e igualmente importante, a sociedade deve apoiar esses negócios que garantem emprego e renda nas suas comunidades. “Não dá também para que os governos não olhem a situação desses empresários como sendo de emergência. É preciso renovar as ações voltadas a esses empreendedores e criar outro pacote de estímulo para que nós possamos mantê-los”, defende.