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Palestra em Crateús marca o lançamento da Trilha de capacitação virtual do segmento de Apicultura

A ação faz parte do Programa AgroNordeste na Região
Por Redação
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Numa iniciativa do Escritório Regional do Sebrae nos Sertões de Crateús, em parceria com o Prodeter/BNB, a palestra do analista de negócios do Sebrae/CE, Lucídio Nunes de Sousa, marcou o lançamento da Trilha de Capacitação Virtual da Apicultura, dentro do Programa AgroNordeste.

Denominada “Do Campo à Mesa”, a referida Trilha é voltada para a cadeia produtiva do mel e busca disseminar, através de ações online, conhecimentos e técnicas para o homem do campo. Neste evento de lançamento, o assunto abordado foi a importância do associativismo e cooperativismo focado em compras coletivas.

O Prodeter é uma estratégia que busca organizar, fortalecer e elevar a competitividade de atividades potenciais de um território identificado. Em cada um dos 12 territórios paraibanos, foi instalado um Comitê Gestor Territorial com o objetivo de conduzir um Plano de Ação Territorial para viabilizar a produção e a comercialização dos produtos.

O Agronordeste é um plano de ação elaborado pelo Governo Federal para impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável do meio rural da região Nordeste. Foi lançado em outubro de 2019, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O programa foi elaborado a partir do estudo das cadeias produtivas que têm relevância socioeconômica e potencial de crescimento na região.

Mel de Aroeira

A apicultura é um dos setores estratégicos da Região porque a região semiárida alcança posição de destaque no mercado devido ao fato do produto ter baixa contaminação por pesticidas, já que a produção é proveniente de florada de vegetação nativa. É o caso do mel de Aroeira.

A produção de mel de abelha começou, em Parambu, município da Região dos Sertões de Crateús e Inhamuns, com grupo de 30 produtores. Denominado de “Aroeira”, o diferencial desse mel é o fato dele estar associado ao cultivo de árvores nativas, o que garante um produto de melhor qualidade e aceitação no mercado.

Para assegurar a excelência da produção, os produtores passaram a cultivar, além da aroeira, ipê, juazeiro, sabiá e angico para que as árvores fornecessem a florada especial, matéria-prima para a produção desse tipo de mel que é diversificado e que gera uma grande procura dos mercados do Sul e do Sudeste.

Com isso, os apicultores que recebem capacitação dos técnicos do Sebrae e o apoio de vários e importantes parceiros, se envolveram no trabalho de reflorestamento da Caatinga, agregando a isso, a produção de mudas, o que ampliou a renda familiar, preservando o meio ambiente sem uso de agrotóxico e de queimadas.

Agora, o mel de Aroeira está se preparando para buscar a buscar, com mais oito produtos cearenses, o Selo de Indicação Geográfica. Principalmente porque as Indicações Geográficas (IG) têm mudado a realidade de comunidades em todo o Brasil. “Produtos que são encontrados em um único lugar ganham valor, preservam a cultura, geram emprego e renda e são desejos de consumidores nacionais e internacionais”, como explica o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles.