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Inhamuns busca certificação de Indicação Geográfica para o mel de aroeira

A ideia é estimular a articulação comunitária e a preservação da colheita orgânica, além de valorizar a comercialização do produto
Por Redação
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 A produção de mel de abelha começou, em Parambu, município da Região dos Sertões de Crateús e Inhamuns, com grupo de 30 produtores. Denominado de “Aroeira”, o diferencial desse mel é o fato dele estar associado ao cultivo de árvores nativas, o que garante um produto de melhor qualidade e aceitação no mercado. Para assegurar a excelência da produção, os produtores passaram a cultivar, além da aroeira, ipê, juazeiro, sabiá e angico para que as árvores fornecessem a florada especial, matéria-prima para a produção desse tipo de mel que é diversificado e que gera uma grande procura dos mercados do Sul e do Sudeste. 

Com isso, os apicultores que recebem capacitação dos técnicos do Sebrae e o apoio de vários e importantes parceiros, se envolveram no trabalho de reflorestamento da Caatinga, agregando a isso, a produção de mudas, o que ampliou a renda familiar, preservando o meio ambiente sem uso de agrotóxico e de queimadas.

Agora, o mel de Aroeira está se preparando para buscar a buscar, com mais oito produtos cearenses, o Selo de Indicação Geográfica. Principalmente porque as Indicações Geográficas (IG) têm mudado a realidade de comunidades em todo o Brasil. Produtos que são encontrados em um único lugar ganham valor, preservam a cultura, geram emprego e renda e são desejos de consumidores nacionais e internacionais”, como explica o presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles.

A IG é uma certidão que comprova a origem de produtos, à qual estão associados atributos de qualidade e características específicas, reconhecidas e apreciadas pelos consumidores, e que no caso das Indicações Geográficas brasileiras mostram a cara do nosso país.

No caso do Ceará, há um ano o Sebrae iniciou o processo para obtenção do reconhecimento junto ao INPI em oito territórios e em pelo menos seis regiões do Estado. O primeiro passo do processo de estruturação a procura desse reconhecimento foi realizar o mapeamento, que foi feito pelo Sebrae/NA , constatando o potencial desses produtos e territórios para Indicação Geográfica.

Na sequência, o Sebrae no Ceará, por meio da Unidade de Gestão da Inovação e Sustentabilidade em conjunto com os Escritório regionais das seis regiões, percorreram quilômetros e quilômetros, sensibilizando  e esclarecendo os produtores envolvidos, como parte da primeira etapa de estruturação, contemplando ainda a definição e adesão das entidades representativas dos produtores de cada IG e a implantação de uma Governança local.

Além do mel de Aroeira, na Região dos Inhamuns também está sendo trabalhado o algodão. Em Aquiraz, a renda de bilro; em Potengi, as facas e cutelaria; em Viçosa do Ceará, a cachaça; em Jaguaribe, o queijo coalho; em Tianguá, a Fibra do Croá de Pindoguaba e na Serra de Baturité, o café da região. Para todos esses produtos e territórios foi constatada a existência de notoriedade e reputação no mercado, seja regional, estadual ou nacional.

Já agora, em 2021, o objetivo é garantir a continuidade desse processo de estruturação, reforçando os aspectos da governança e construindo e reunindo a documentação necessária ao registro da IG junto ao INPI. Em paralelo, serão trabalhadas as necessidades de adequação de processos para esses produtores, além de criação da identidade visual da Indicação Geográfica, conhecido como signo distintivo da IG.