
Essa história segue o script que já marcou muita trajetória de sucesso. Trabalhando no ramo de confecções, dono de uma serigrafia e malharia, seu Valderi Nogueira Bessa, ou Didy Bessa, como é conhecido, se assustou, no início de março. Não só com o coronavírus mas com o impacto da pandemia no seu negócio. Vendo as vendas despencarem, ele passou a olhar o futuro com medo e pessimismo. “Foi nesse momento que fiquei pensando em como faria para manter minha empresa ativa, pagar meus funcionários que estavam em suas casas e manter minha família”, lembra.
Enfrentado o medo do coronavírus, recordou das muitas outras crises superadas e decidiu avaliar o mercado para saber onde investir. “Assistindo aos jornais vi a importância e escassez das máscaras e pensei, “Porque não fabricar já que tinha a matéria prima para tal”, conta. “Então, dei início cortando 400 peças de modelo simples e preço acessível. Embalei todas em casa e vendi por telefone. Em menos de uma semana não tínhamos mais nenhuma. Vi então que tinha mercado e que a produção delas podia beneficiar outras famílias que, assim como a minha, precisavam sobreviver”.
Nesse ponto, o filho Felipe Bessa entrou no projeto. Jovem e ligado à tecnologia e às mídias sociais, imediatamente começou a divulgar e vender online. A partir daí a procura cresceu ainda mais. O problema é que, de repente, com todo mundo vendendo mascara, a concorrência aumentou muito e eles perceberam que precisavam de um diferencial.
Decidimos personalizá-las, aproveitando que já tínhamos uma serigrafia. Com isso, as vendas voltaram e a fábrica de máscaras que, no início, vendia 400 por semana e, depois, 100 por dia, hoje comercializa 2000 por dia. “Vendemos para empresas, para quem quer dar brinde, para quem quer imprimir uma marca no visual ou para quem quer adaptar seu estilo à máscara”, explica Felipe. “Precisou chegar uma coisa como essa pandemia para que eu percebesse o meu lado empreendedor que, provavelmente, puxei do meu pai, mas só agora despertou,” avalia. Já seu Didy também tirou uma lição de todo esse processo. “Realmente, toda crise gera oportunidades. É só você procurar que elas estão lá”, ensina.
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