O avanço acentuado da vacinação e o estabelecimento dos protocolos sanitários pelo Governo do Estado e Prefeituras Municipais, em 2021, asseguraram a retomada gradual das atividades socioeconômicas em todo o território cearense.
Neste ambiente de retorno, destaca-se o desempenho crescente dos pequenos negócios quanto à geração de emprego e de renda, demonstrando a intensa capacidade deste segmento em adequar-se aos novos desafios e obter resultados positivos mais agilmente em relação às grandes empresas.
Examinando os dados do Caged/Ministério da Economia, o Sebrae informa que no Ceará, de janeiro a outubro de 2021, as Micro e Pequenas Empresas (MPE) foram responsáveis pelo saldo positivo de 60.112 empregos com carteira assinada. Número que corresponde a 82,63% do saldo total de empregos do estado, neste período.
Para além do expressivo percentual de empregos gerados, o empreendedorismo posicionou-se como a opção encontrada por milhares de cearenses para garantir o sustento das famílias diante das adversidades trazidas pela crise gerada pela pandemia. Em 2021, o Ceará registrou a abertura de mais de 110 mil empresas, com os pequenos negócios sendo responsáveis por cerca de 96% desse total.
Evidencie-se ainda que no Ceará os pequenos negócios respondem atualmente por 35% do Produto Interno Bruto (PIB) e por mais de 98% das empresas formalizadas, das quais 82% pertencem ao setor de comércio e serviço e a taxa de sobrevivência é de 74%. Tais dados demonstram a força quantitativa deste segmento no ecossistema socioeconômico cearense.
Por outro lado, há a dimensão qualitativa que se manifesta no dia a dia das pessoas, diretamente beneficiadas pela renda e empregos gerados pelos pequenos negócios, e na melhoria das condições de vida nos territórios onde se estabelecem.
Tudo leva a crer que a força dos pequenos negócios se intensificará e se expandirá em 2022. Assim sendo, as MPE continuarão a exercer um papel central na socioeconomia e no desenvolvimento dos municípios cearenses, principalmente pela capacidade de responder e transpor desafios, transformando adversidades em oportunidades.
Por isso, Governo e Sociedade precisam aprofundar as políticas públicas que garantam um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento e o fortalecimento dos pequenos negócios.
Joaquim Cartaxo- arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE
