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59% das micro e pequenas empresas do Ceará buscaram empréstimo desde o início da pandemia

A pesquisa do Sebrae/FGV mostrou também como está o endividamento dos pequenos negócios cearenses
Por Redação
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O percentual cearense de 59% de empresas que recorreram a bancos e instituições de crédito foi igual à média nacional, segundo a 13ª edição da pesquisa do Sebrae e Fundação Getúlio Vargas (FGV)  para medir o impacto da pandemia nos pequenos negócios, divulgada no último dia 19 de janeiro. Já do total dos que buscaram empréstimo para manter o negócio funcionando, 33% afirmaram não ter conseguido e 10% informaram que ainda aguardam resposta.

A pesquisa, que tem recorte por estado, foi realizada de 25/11/2021 a 01/12/2021, e ouviu 6.883 empreendedores nos 26 estados e no Distrito Federal. Percentualmente, foram ouvidos 59% de MEI-Microempreendedores Individuais, 36% de microempresas e 5% de empresas de pequeno porte e tem intervalo de confiança de 95%.

Endividamento 

Com relação a dívidas em geral, 41% das pequenas empresas cearenses afirmaram estar em dia com suas contas, boletos e empréstimos. Já 35% afirmaram ter contas em atraso. Quanto ao impacto destas dívidas na gestão dos pequenos negócios do Estado, 33% informaram que elas comprometem 33% do faturamento das empresas.

39% disseram que as dívidas em geral comprometem entre 30% a 50% do faturamento de suas empresas. E 19% reclamaram que as dívidas representam mais de 50% do total que a empresa fatura. Outros 10% explicaram que nem sabem nem querem saber quanto devem.

Já a pesquisa nacional também mostrou que desde a segunda edição do levantamento, realizada em 2020, o percentual de empresas que passaram a buscar empréstimo para manter o negócio funcionando passou de 30% para 50%. Historicamente, as MPE sempre tiveram dificuldade em obter crédito, mas os dados da FGV mostraram que aumentou em 70% o número de negócios que solicitaram e conseguiram empréstimo em 2021.