
A pandemia da Covid-19 pegou César Madeiro e sua marca de lingerie “A Parisiense”, em franca expansão. Principalmente porque ele aplicou no novo empreendimento todo o conhecimento e aprendizado acumulados na sua vida profissional. Com as vendas em ascensão e a clientela aumentado, ele estava na fase de planejar a ampliação do negócio quando viu o seu mundo virar.
“De repente fiquei sem vender. Não conseguia agendar novos shows e fiquei sem faturar nenhuma peça”, conta. “Os motivos foram vários, o susto da doença, o isolamento social, o impacto financeiro que abalou as finanças das clientes. Enfim, naquele momento, não via saída.”
Ele conta que a sorte foi a sua forma de ver a vida com obstinação e ter flexibilidade para fazer as mudanças necessárias. “Adoro o que faço e decidi: Não vou desistir”. Primeiro, analisou o mercado e, aos poucos, foi percebendo que tinha saída sim. Como os produtos tinham qualidade premium, modelagem perfeita e ótima aceitação, focou em ajustar a operação e atualizar o seu antigo modelo de comercialização que era o de vender em domicílio, em um evento, para um grupo de amigas.
Entendeu que era a hora de usar novas ferramentas digitais e passou a fazer eventos online. A reunião passou a acontecer digitalmente, com a ajuda de um chat entre as clientes e amigas participantes, trocando suas impressões sobre os produtos e exibindo opiniões.
A ideia, que começou devagar, já mostra resultados. A venda média por show, com ajuda do digital cresceu 30%. Tanto que Madeiro pensa em incrementar a experiência do happy hour digital entre amigas, misturando prosecco, vinhos, comidinhas e lingeries. “Excelente mistura, não?”, pergunta entusiasmado. Apelidado de “Digital Party Plan”, a ideia vem dando certo, tanto pela inovação como pela logística simples com que é realizada.
“Considero que o modelo de venda direta com a ajuda do digital é o futuro. Pelo menos é o que está fazendo minhas vendas voltarem. O lado bom é que estou criando uma nova estratégia para fundamentar e que vai ser o futuro do nosso negócio. Mesmo com o fim da pandemia,” assegura.
