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Novo consumo

Artigo do superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo
Por Redação
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Por conta da pandemia Covid-19, as narrativas sobre o denominado “novo normal” se espalham no cotidiano social. Anunciam mudanças nos hábitos de vida, nas relações pessoais e profissionais, nos cuidados com a saúde, nos modelos e formas de consumo, entre outros. Diversos pesquisadores e instituições têm se dedicado a compreender a complexidade do momento atual, marcado por mudanças e inter-retroações que ocorrem em alta rotação, bem como, ao mesmo tempo, projetar cenários alusivos ao presente do futuro, aparentemente inseguros.

Dentre tais estudos, a McKinsey & Company relacionou 10 mudanças comportamentais tocantes ao consumo esperadas que comporiam a tal da nova normalidade. São elas: o digital será onipresente; o consumo será repensado; a fidelidade e a infidelidade caminharão juntas; o consumo será mais seguro; qualidade de vida é o que interessa; o novo normal será caseiro; e mais confortável também; sustentabilidade será critério determinante; propósito importa, sim; metrópoles estão menos valorizadas.

Em suma, este decálogo referenda a tendência pré-pandemia do crescimento, cada vez maior, da cultura digital em nosso dia a dia. O uso generalizado do smartphone representa bem isso.  

Observa-se que a pandemia acelerou a transição digital, promovendo a valorização da comodidade, escolhas mais criteriosas de consumo, como o respeito ao meio ambiente, definição de propósitos e valores claros. Questões muitas vezes negligenciadas pelas empresas. Ou seja, os consumidores no “novo normal” exigirão qualidade dos produtos e serviços, mas também posições das empresas quanto à responsabilidade socioambiental, direitos humanos, diminuição das desigualdades, combate ao racismo, igualdade de gênero, dentre outras.   

Evidencie-se no estudo da McKinsey que para não sucumbir à crise, “empresas resilientes” se sustentam em 3Rs: Responder: quando elas garantem medidas apropriadas de resposta à crise e à continuidade da operação; Retornar: quando elas gerenciam o período de crise e endereçam oportunidades para uma retomada mais saudável e rentável; Reimaginar: como será o Novo Normal. Neste novo cenário de consumo, o “entender para atender”, deu lugar ao “acolher para atender”.

Joaquim Cartaxo- arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE