A declaração do diretor técnico do Sebrae Ceará foi feita na noite da última quarta-feira(12), durante a live #Falandodevarejo promovida pela CDL de Fortaleza e que teve a frente, como facilitador, o seu presidente, Assis Cavalcante.
Durante quase duas horas, com a participação on line de empreendedores interessados em saber o que pode ser feito para a recuperação do setor, Alci Porto falou sobre as ações desenvolvidas pelo Sebrae para apoiar as empresas do comércio varejista neste momento de retomada das atividades presenciais.
Inicialmente, o diretor técnico do Sebrae historiou como a instituição se estruturou para continuar atendendo os pequenos negócios, com atendimento on line e novas ferramentas implementadas para alcançar e apoiar as micro e pequenas empresas cearenses.
Agora, segundo Alci Porto, o Sebrae Ceará inicia essa fase de retomada, com novos produtos criados especialmente para facilitar o investimento em ferramentas digitais e a adaptação dos pequenos negócios à nova realidade que exige a observância de protocolos para o atendimento aos clientes. Um destes programas é o Revita.
Soluções
– O Revita é um programa que vai ajudar desde a concepção de novos negócios até a reestruturação das empresas existentes. Dentro do Revita, cada empreendedor recebe soluções adaptadas para o estágio em que a empresa se encontra e pode participar ainda de trilhas de aprendizagem, jornadas de conhecimento, de orientação ao crédito, oficinas de planejamento e apoio à inovação e acesso a mercado”, explica Alci.
Considerando o acesso às ferramentas digitais como de vital importância para a sobrevivência e expansão dos empreendimentos do Comércio Varejista, Alci enfatizou a disposição do Sebrae na disseminação e popularização desses conhecimentos. E, até, aventou a possibilidade de uma parceria com a Faculdade CDL para a capacitação e a possível criação de um Selo de “Varejo inovador”, para estimular o acesso ao ambiente digital.
Outro assunto debatido foi a dificuldade de acesso ao crédito, a maior queixa dos pequenos negócios durante a pandemia. Na discussão, foi sugerida a possibilidade de criação de um fundo reunindo Indústria e Comercio e entidades de classe, para socorrer os pequenos negócios que precisam de acesso ao crédito.
No Ceará, conforme dados do Data Sebrae/Receita Federal de 11 de maio, dos mais de 526 mil pequenos negócios formalizados, cerca de 46% são do setor do comércio. Ainda de acordo com o Data Sebrae, grande parte das empresas deste setor, em especial das atividades ligadas ao comércio varejista, sofreram com os impactos da crise gerada pela pandemia do coronavírus.
