A economia cearense começa a dar sinais de recuperação, apesar de ainda enfrentar os efeitos da pandemia do coronavírus. O estado fechou o ano de 2020, com um saldo positivo de 18.546 empregos formais. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) do Ministério da Economia. Este resultado representa um crescimento de 80% em relação ao saldo de empregos registrados em 2019 (10.319).
Ao todo, de janeiro a dezembro do ano passado, o estado registrou 368.287 admissões e 349.741 desligamentos de trabalhadores. O saldo gerado coloca o Ceará em segundo lugar na região Nordeste neste quesito, atrás apenas do Maranhão, com 19.753 de saldo de empregos. No total, a região Nordeste apresentou um saldo positivo de empregos de 34.689 no acumulado de 2020, puxado principalmente pelo resultado dos dois estados.
No Ceará, todos os setores econômicos apresentaram saldo de empregos formais no acumulado de 2020. A liderança ficou com o setor de Serviços (7.069), seguido da Construção (5.997), com a Indústria ocupando a terceira posição (4.210).
No quesito saldo de empregos por município, o destaque fica para Sobral, com um total de 2.834 empregos de saldo acumulado de janeiro a dezembro de 2020. Em seguida aparecem Fortaleza (2.419) e Eusébio (1.827). Completam ainda o ranking dos dez municípios cearenses com o maior saldo acumulado de emprego em 2020, Caucaia (1.510), Limoeiro do Norte (1.285), Horizonte (1.238), Morada Nova (1.104), Itapipoca (904), Maracanaú (898) e São Gonçalo do Amarante (825).
Brasil
O país também teve um saldo positivo de empregos em 2020 (142.690). Foram contabilizados de janeiro a dezembro um total de 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos. No acumulado do ano, apenas o setor de Serviços teve saldo negativo, com -132.584. A Construção (+112.174) e a Indústria (+95.588) lideram o ranking positivo. Além disso, das cinco regiões do país, quatro tiveram saldo positivo no ano. Apenas o Sudeste perdeu vagas (-88.785).
