Temos presenciado o crescimento acelerado do consumo online em 2020 e 2021, devido às restrições instituídas para conter a progressão da pandemia planetária da Covid-19. Controle que provocou mudanças nos hábitos tocantes ao consumo. Entendê-las e usufruí-las, distingue as empresas quanto à sustentabilidade e à sobrevivência das mesmas.
Estar na rede tradicional de comercialização e chegar aos consumidores em larga escala, ao mesmo tempo e para além do território onde está estabelecida, posiciona a empresa em situação de maior enfrentamento empresarial no campo da concorrência. Então, quais as opções para pequenos negócios disputarem a grande concorrência existente na Internet? Uma delas é atuar em mercados de nicho que atendem com produtos e serviços a grupos de pessoas com interesses, necessidades ou desejos em comum.
Em geral, o mercado de consumo de massa não responde a tais grupos. Muitas vezes, os consumidores destes grupos estão dispostos a pagar um valor maior para obter a satisfação de suas demandas. Por isso, o foco do negócio de nicho está na segmentação do produto ou serviço e na qualidade do atendimento.
São numerosas as oportunidades de mercados de nicho encontradas nos segmentos socioeconômicos e culturais: moda consciente onde o que não serve para uns é adequado para outros, brechós, roupas e calçados de tamanhos específicos; mercado verde, vegano e vegetariano; gastronomia sem glúten, sem lactose; saúde, bem estar, autocuidados; produzir, transmitir, acessar conteúdos sob demanda; turismo e outros serviços para a população com mais de 60 anos de idade, a chamada economia prateada; público LGBT; afrodescendentes; artesanato e design associados; nicho PET, games. Para citar alguns exemplos.
Empreender no mercado de nicho requer que se compreenda os dilemas, tentações, exigências, vontades referentes ao público desse negócio para atendê-lo adequadamente. Outro toque é o empreendedor possuir identificação com o nicho em que se pretende atuar, pois isso facilita o diagnóstico das carências do mercado e possibilita a melhoria do atendimento aos clientes.
Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE
