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Baturité participa de Fórum Agrosetores com o tema “Café, Cultura e Turismo

Em sua segunda edição, o Fórum pretende ser um espaço para o debate do setor agropecuário local
Por Redação
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Com o tema “O Novo Agronegócio Cearense”, a articuladora do Escritório Regional do Sebrae Ceará no Maciço de Baturité, Fabiana Gizele participou, na última quarta-feira (26/05), via on line, da 2ª edição do FÓRUM AGROSETORES, que vem se transformando numa vitrine para debates a respeito de como a dinâmica do setor agropecuário permitiu otimismo em um ano de pandemia e prevê mercado ainda mais aquecido em 2021.

O crescimento da agropecuária pode ser explicado pela atividade ser considerada um setor essencial e não ter paralisado durante a pandemia. Além disso, de acordo com pesquisa do IPECE, as condições climáticas foram bastante favoráveis para o Ceará, com chuva acima da média.

Vale destacar os números que confirmam essa tendência, com destaque para a fruticultura, que desde o ano passado teve um bom desempenho com o crescimento de culturas como a do maracujá (38%), coco-da-baía (34%) e mamão (29%).

Outras frutas que também cresceram, e se destacam principalmente no mercado de exportações, foram a melancia (17%), o melão (7%) e a banana (6%). Exemplo disso, é a decisão de instalação do Centro de Cultivo em Ambiente Protegido na região do Cariri, um projeto inovador com várias culturas protegidas, nobres, de alto valor agregado, onde ocuparão pouco espaço, consumindo pouca água e produzindo para o consumo interno e para a exportação.

Café Sombreado

O tema da participação de Fabiana Gizele foi uma cultura bem particular: o Café de Sombra do Maciço de Baturité. Com uma apresentação que reforçou as possibilidades econômicas do cultivo, mostrando o perfil dos cafeicultores, as características da cultura e o histórico das ações realizadas pelo Sebrae Ceará na região, ela mostrou as mudanças implementadas na vida econômica dos municípios do Maciço desde que o café passou a ser trabalhado como atrativo turístico, econômico e gastronômico.

As ações no Maciço, voltados para o café sombreado, tiveram início em 2015, com a criação da Rota Verde do Café que se transformou no fio conductor do desenvolvimento territorial em uma construção participativa que, graças ao apoio de parceiros importantes como prefeituras, empreendedores e comunidades da Região, é hoje um caso de sucesso local.

E isso acontece porque iniciativas anuais ajudaram a alimentar e fomentar o interesse e o protagonismo do café e turismo. Em 2016, foi criado os Caminhos do Maciço; em 2017, veio o trabalho de inclusão digital e a implementação do Portal destino serra. Já em 2018, o foco foi a produção associada e em 2019, a promoção da História local com os “Caminhos de História”, que agregou mais um atrativo ao destino.

Para 2021

Encerrando a sua participação, Fabiana Gizele enumerou as ações previstas para este ano. São elas iniciativas focadas no aumento da produtividade do café de sombra; a comercialização direta, dentro da produção associada ao Turismo, certificação participativa, ampliação da Rota Verde do Café com a consolidação do município de Baturité, orientações para uso do crédito, peças com a identidade do café do Maciço e a busca de soluções coletivas para o beneficiamento do café e capacitação para novos produtos.