O termo “Economia Criativa” surgiu no The Creative Economy, do professor inglês John Howkins, livro publicado em 2001.Tal economia era apresentada como processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços que utilizam conhecimento, criatividade, capital intelectual como principais insumos produtivos.
De lá para cá, debateu-se e motivou-se expectativas quanto a este segmento econômico, em especial apontando que a Economia Criativa se constituiria como a economia do século XXI, por lidar com um bem abundante: a capacidade humana de criar, inovar, transpor ideias e sentimentos para o ambiente tangível.
Mesmo com toda a argumentação realizada ainda acha-se, nos dias de hoje, dificuldades e resistências em se perceber o papel dos empreendedores na economia criativa.
O primeiro passo para isso é compreender que a existência da mesma não demanda que todas as formas artísticas ou manifestações culturais precisam virar um negócio. A economia criativa não exclui ou elimina a arte ou a cultura em suas diversas maneiras de expressão. Nada disso!
Sim! Quando se fala em economia criativa estamos falando da geração de negócios, permeada pelas relações e implicações inerentes ao ato de empreender.
Muitos dos nossos empreendedores criativos não se enxergam ainda como sujeitos econômicos e como tal não buscam desenvolver características fundamentais para o desenvolvimento de empreendimentos criativos propriamente ditos.
Acentue-se que o comportamento empreendedor criativo possui requisitos como mente criativa, curiosidade, liderança, iniciativa, organização, adaptabilidade, persistência, autoconfiança, bem como manifesta-se por meio da motivação e determinação para enfrentar desafios.
A atividade de empreender pode ser aprendida, exercitada, desenvolvida. Atuar na economia criativa exige talento e criatividade, mas também requer método, planejamento, análise de mercado, precificação, monetização da oferta de produtos e serviços, geração de lucro, as melhores formas de atrair, atender e acompanhar os consumidores, principalmente no cenário onde o meio digital ganha cada vez mais relevância em nosso cotidiano.
