A sociedade globalizada possibilita mudanças colossais em todos os meios e limites da vida, dentre as quais o emprego do conhecimento como o ativo de produção mais relevante do século 21, também conhecido por Era digital.
Era em que o conceito de capital intelectual evidencia a potência dos recursos intangíveis e as organizações se adequam à correlação entre avanço tecnológico e qualidades humanas como criatividade, conhecimento e engajamento cultural, almejando adicionar valor às soluções, produtos e serviços ofertados.
Era na qual a localização do estabelecimento se tornou irrelevante, a convivência entre as pessoas se intensifica mediante as redes sociais e a capacidade de armazenamento de informações imensurável.
A memória adquire mais relevância neste contexto. Ela confere significado à vida, entretanto não consideramos o valor da mesma como se deveria. Isso vale também para as organizações, onde a memória organizacional ou corporativa é composta pelo conhecimento produzido, metodologias e tecnologias utilizadas por uma organização ao longo da existência.
Gerir e conservar a memória da organização fortalece-a. É o registro do passado, como possibilidade de contribuir para gestão do presente e diálogo com o porvir. Essa memória também é formada por pessoas, em cuja mente encontra-se o conhecimento produzido.
Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE
