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Um dos alimentos mais antigos, versáteis e presente na cultura alimentar de diferentes povos, nos últimos anos, o queijo brasileiro tem ganho um reconhecimento cada vez maior no Brasil e exterior, em premiações internacionais, que destacam a qualidade do que é produzido aqui.
Consolidado como um dos principais encontros da cadeia produtiva de queijos e laticínios, este ano o Mundial do Queijo-como é mais conhecido- trouxe uma grata surpresa para os produtores cearenses.
Realizado desde 2019, o Mundial do Queijo do Brasil acabou se tornando um dos principais encontros da cadeia produtiva de queijos e laticínios no país. O evento reúne curadores, produtores, distribuidores, fabricantes de equipamentos, fornecedores e chefs, além de promover a comercialização direta de produtos com mais de 100 produtores de diversas regiões brasileiras.
No Brasil a produção de queijos artesanais reflete a diversidade do país de norte a sul, sendo produzidos predominantemente por pequenos produtores rurais e suas famílias, tendo grande importância econômica, cultural e social. Em cada região do país, observa-se a presença de diferentes tipos de queijos, com distintos processos de produção e receitas.
Inovação
Com apoio do Sebrae, pequenos produtores buscam reconhecimento e valorização. A coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, afirma que as Indicações Geográficas são muito importantes para posicionar, de forma diferenciada no mercado, os queijos artesanais brasileiros.
Segundo ela, o acordo comercial Mercosul – União Europeia vai formalizar a proteção de várias IGs de queijos artesanais nesses dois blocos econômicos, como acontece na Europa, com o Grana Padano, o Parmegiano Reggiano, o Conté, entre outros, e, no Brasil, com o Canastra e o Serro.
Ela explica que o consumidor brasileiro já tem contato com os queijos das IGs europeias por meio de uma prática, de uso de nomes de produtos associados a regiões específicas, que não poderá ser continuada após o acordo de livre comércio. “Neste aspecto foi importante para trazer o conceito para o Brasil, ou seja, o uso da terminologia “tipo” – tipo Parmesão, tipo Gorgonzola, tipo Roquefort, tipo Feta, entre outros”, acrescenta.
Gostinho de Nordeste
Com um desempenho expressivo, associados do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Ceará (Sindlaticínios) conquistaram importantes premiações nesta edição do Mundial do queijo marcada pelo alto nível técnico.
O presidente do Sindlaticínios, José Antunes Mota, destacou o significado das conquistas para o setor. “Celebramos com muito orgulho a conquista dos nossos associados, que levaram a qualidade da produção cearense ao pódio em um dos maiores eventos do setor lácteo do país. Essas conquistas reforçam a excelência, dedicação e tradição dos produtores cearenses, fortalecendo ainda mais o nosso setor no cenário nacional”, disse.
O evento reuniu mais de 2.700 produtos inscritos, provenientes de 20 países, consolidando-se como uma das maiores vitrines do setor lácteo. Os produtores cearenses conquistaram premiações em diferentes categorias, evidenciando a diversidade e a qualidade dos produtos. Na categoria Super Ouro, foram premiados Raquel, de Aquiraz, e o Laticínio Lopes, de Limoeiro do Norte. Na categoria Prata, a Fazenda Timbaúba, de Hidrolândia, recebeu duas premiações. Já na categoria Bronze, os reconhecimentos foram para Elenir, de Quixadá, além do Laticínio Lopes, de Limoeiro do Norte, e dos Laticínios Nossa Santa, de Quixeramobim.
O Sebrae tem atuado junto aos produtores locais, oferecendo consultoria para melhorar a qualidade do leite, adotar boas práticas de produção e regularizar as queijarias. Os queijos nordestinos, com destaque para a produção do Ceará, brilharam no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo, em abril, conquistando medalhas de alto nível e reforçando a qualidade da produção regional.
