
Empresários do segmento de moda e confecção de várias cidades cearenses participaram na última semana de uma missão empresarial ao Vale do Seridó, no Rio Grande do Norte, com uma programação de visitas técnicas e imersão em referências produtivas do setor têxtil e de confecção. A iniciativa foi realizada entre os dias 18 e 20 de março, com programação em cidades como Caicó, São José do Seridó, Parelhas, Acari, Cerro Corá e Santa Cruz. A ação foi promovida pelo IEL Ceará, em parceria com a ADECE e o Sindroupas e contou com a participação da gestora estadual de Economia Criativa do Sebrae/CE, Cattleya Guedes.
A missão teve como foco o conhecimento do modelo produtivo do polo têxtil e de confecções do Seridó, além da identificação de práticas ligadas à gestão industrial, governança associativa, comercialização, mercado e inovação. A programação também foi pensada para mapear oportunidades de parcerias comerciais, cooperação técnica, transferência de tecnologia e benchmarking para os arranjos produtivos locais do Ceará.

Reconhecida pela força da atividade têxtil e de confecção, a região do Seridó reúne produção de jeans, moda íntima e peças básicas, com forte integração entre facções, oficinas e microindústrias. O território também se destaca pelo grau de formalização das empresas e pela articulação entre produção, corte e distribuição.
Ao longo da agenda, os empresários cearenses visitaram oficinas de costura, central de corte, empresas e unidade do SENAI. No primeiro dia, a programação incluiu passagem pelo Sebrae Caicó, visita à Casa do Artesão/Casa das Bordadeiras. No segundo dia, a missão avançou para as oficinas em Jardim do Seridó, Acarí e Parelhas, além de conhecer o galpão de corte que está sendo construído no município de Parelhas. Já no terceiro, a expedição contemplou visita à unidade do SENAI em Santa Cruz, além de oficinas em Cerro Corá.

Para o presidente do Sindroupas, Paulo Rabelo, a experiência reforça a importância de aproximar o setor cearense de modelos produtivos já consolidados em outros territórios. “Essa expedição mostra, na prática, como o contato direto com outras realidades produtivas contribui para ampliar a visão dos empresários, gerar repertório e estimular novos caminhos para a indústria da moda no Ceará. Quando o setor sai do discurso e vai ao campo para observar processos, gestão e organização, ele volta mais preparado para tomar decisões e buscar competitividade”, afirma.

Cattleya Guedes também destacou a importância da troca de experiências como estratégia para o desenvolvimento da cadeia produtiva da confecção do estado. “Nestas visitas, pudemos aprofundar o nosso olhar sobre as empresas da região do Seridó, verificar as boas práticas de gestão, processos e diferenciais e principalmente, compreender como uma região no meio do Sertão de Rio Grande do Norte despertou para o segmento moda e transformou a realidade do território”.
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