Com debates sobre comercialização, papel do Associativismo para a valorização dos produtos artesanais e sobre a importância da Indicação Geográfica na agregação de valor de produtos, o Escritório do Sebrae Ceará na Região do Baixo Jaguaribe, realizou o I Seminário de Valorização do Queijo Coalho.
O evento, que teve o apoio da Queijaribe- Associação dos Produtores de Leite e Derivados de Jaguaribe-CE, Prefeituras de Jaguaribe, Jaguaribara e Jaguaretama e do Instituto Federal de Educação – Campus Jaguaribe, aprovou, ao final, o Estatuto da Queijaribe, parte documental necessária à certificação.
A ideia do Seminário foi promover o fortalecimento da cadeia produtiva do leite, em especial, os produtores de queijo coalho e contribuir com o processo de estruturação da indicação geográfica do queijo coalho de Jaguaribe.
Com o evento, o Sebrae Ceará e parceiros retomam as ações em busca da Indicação Geográfica do queijo coalho artesanal da região junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial -INPI. Em reuniões anteriores, já tinham sido discutidos o papel de cada um dos atores no processo de implantação da IG, os próximos passos e providências a serem tomadas e também foi criada uma comissão de dez membros para tratar do processo.
Certificação
No Brasil, são utilizadas duas categorias no processo do Selo de Indicação geográfica dos produtos:
-Indicação de Procedência: É o nome geográ?co de país, cidade,região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço.
-Denominação de Origem: É o nome geográ?co de país, cidade, região ou localidade de seu território, que designe produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográ?co, incluídos fatores naturais e humanos.
Vantagens
O empenho no processo de conquista do Selo de Indicação Geográfica se justifica porque o Selo oferece muitas vantagens, como, por exemplo, contribuir com o processo de desenvolvimento local sustentável; possibilitar a geração de ocupação e renda para os elos da cadeia produtiva; preservar o meio ambiente e a biodiversidade; conservar as tradições e saber fazer; criar Produto com valor agregado e estimular o turismo.
Para o gestor estadual do Programa de Indicação Geográfica do Sebrae Ceará, Germano Parente Bluhm, a realização do evento foi de suma importância, visto que trouxe para a pauta de debates a experiência de sucesso do Queijo da Canastra, que já tem sua IG registrada, e, portanto, pode compartilhar os ganhos de uma indicação geográfica bem como toda a trajetória da Associação de produtores da Canastra – Aprocan.
-Além disso, oportunizou aos produtores a valorização que o Sebrae vem dando ao processo de estruturação e registro de IGs no Brasil, em especial, no Estado do Ceará que está realizando este processo com outros oito produtos locais. São eles: Queijo Coalho do Jaguaribe, Mel e Algodão dos Inhamuns, Cachaça da Viçosa do Ceará, Artesanato da Fibra do Croá de Pindoguaba/Tianguá, Facas de Potengi, Café do Maciço de Baturité e Renda de Bilro do Aquiraz”, enumera.
Germano reforça que esta última iniciativa representou um passo importante na busca por conquistar a IG do queijo coalho do Jaguaribe, visto que foi validado e assinado pelos produtores a adequação do estatuto da Queijaribe, mostrando o compromisso dos mesmos, com o processo. “Assim acredito que estamos no caminho certo, atendendo os reais interesses de nossos clientes e valorizando os produtos de origem do Estado do Ceará. O caminho da IG está sendo trilhada, e em breve deveremos estar comemorando essa grande conquista dos queijeiros da região”, explica.
