
Em um país onde milhões de brasileiros constroem diariamente sua própria fonte de renda, o empreendedorismo tem se destacado como uma das principais ferramentas de inclusão produtiva e transformação social. Para uma parcela significativa da população, o empreendedorismo é uma das alternativas mais viáveis de inserção no sistema econômico.
Segundo a pesquisa “Empreendedorismo Informal sob a ótica da PNAD Contínua”, realizada pelo Sebrae com base nos dados da PNAD entre 2015 e 2024, havia cerca de 20 milhões de empreendedores informais no Brasil em 2025. Esse número expressivo revela tanto o dinamismo da população quanto o desafio estrutural de integrar esses trabalhadores ao ambiente formal, garantindo direitos, acesso a crédito e condições de crescimento sustentável.
Nesse contexto, a inclusão produtiva pode ser compreendida como um caminho de superação da pobreza. Para além do emprego formal, o empreendedorismo representa a inserção do indivíduo no sistema produtivo e na sociedade.
Compreendendo esse cenário, o desafio, entretanto, está em desenvolver e apoiar políticas públicas capazes de dialogar com dois universos distintos, mas interligados: o primeiro passo do pequeno empreendedor, muitas vezes marcado pela informalidade, e o processo de desenvolvimento que envolve formalização, permanência e crescimento do negócio.

Nos últimos anos, o Sebrae tem atuado de forma maciça em programas governamentais voltados à inclusão produtiva, com foco na formação, capacitação e fortalecimento da autonomia econômica dos beneficiários. Um dos exemplos é o eixo + Qualificação e Renda, iniciativa do Programa Ceará Sem Fome que busca fomentar o empreendedorismo e a geração de renda entre beneficiários de programas sociais, especialmente no Ceará, como porta de saída para a situação de vulnerabilidade social. A proposta é criar um ambiente favorável à inclusão produtiva, oferecendo formação técnica, capacitação em gestão e apoio estruturado ao desenvolvimento dos pequenos negócios.
Com o fortalecimento das políticas públicas, iniciativas como o + Qualificação e Renda contribuem para reduzir as desigualdades sociais e fortalecer a economia local. O impacto ultrapassa o indivíduo, portanto, o empreendedorismo, quando apoiado por políticas consistentes e por um ecossistema de capacitação e orientação, se transforma em inclusão, cidadania e crescimento econômico sustentável.
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