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Setor do turismo impulsiona a economia cearense com 3,4 milhões de visitantes em 2025

Com 3,48 milhões de turistas, o setor amplia sua participação no PIB do Estado e fortalece a geração de empregos por meio dos pequenos negócios
Por Redação
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Aeroporto Fortaleza

O turismo cearense encerrou 2025 com resultados bastante expressivos para o Estado. De janeiro a dezembro, o Ceará recebeu 3,48 milhões de turistas, número que representa um crescimento de 8,35% em relação a 2024, segundo dados da Secretaria do Turismo do Ceará (Setur). O avanço demonstra a retomada do setor e a consolidação das políticas públicas voltadas à promoção do destino cearense.

O impacto econômico acompanha o aumento no fluxo de visitantes. A receita turística direta alcançou R$ 13,8 bilhões ao longo do ano, enquanto a renda total gerada pelo setor somou R$ 24,2 bilhões, ambos com crescimento superior a 11% na comparação anual. Com esse desempenho, o turismo ampliou sua participação na economia cearense e passou a responder por 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, frente aos 9,3% registrados em 2024, conforme dados do Banco Central.

O crescimento foi impulsionado tanto pelo mercado nacional quanto pelo internacional. A demanda turística doméstica atingiu 3,15 milhões de visitantes, enquanto o fluxo internacional chegou a 340 mil turistas, com alta de 14,8%. O resultado está diretamente associado à ampliação da conectividade aérea, ao fortalecimento da promoção do Ceará como destino turístico e aos investimentos em infraestrutura.

Turismo cresce em todo o Brasil

No cenário nacional, o desempenho do turismo também foi positivo em 2025. O setor brasileiro fechou o ano com mais de 1,9 milhão de contratações com carteira assinada, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisados pelo Ministério do Turismo. Com isso, o estoque total de trabalhadores no turismo brasileiro ultrapassou 2,3 milhões de profissionais em dezembro de 2025.

Além dos grandes indicadores, os pequenos negócios também tiveram papel decisivo nesse avanço. De acordo com o Sebrae, mais de 90% das empresas que integram a cadeia do turismo são de pequeno porte, responsáveis por grande parte da geração de emprego, renda e experiências ofertadas aos visitantes.

Turismo cearense em alta

No Ceará, os reflexos desse movimento também se destacaram no mercado de trabalho. De acordo com a Secretaria do Turismo do Ceará (Setur-CE), o Estado registrou saldo geral de 49.184 vagas formais em 2025, sendo que o setor de serviços respondeu por 22.255 postos de trabalho. Dentro desse segmento, as atividades de alojamento e alimentação, que estão diretamente ligadas à cadeia turística, geraram 2.751 empregos com carteira assinada, o equivalente a 12,4% do total do setor.

Os dados de movimentação aeroportuária reforçam o processo de interiorização do turismo no Estado. O Aeroporto Regional de Juazeiro do Norte apresentou crescimento de 0,7% em 2025, mantendo a demanda associada ao turismo religioso, às viagens regionais e ao fluxo de negócios. Já o Aeroporto Regional de Jericoacoara foi o grande destaque percentual do ano. O terminal da região registrou alta de 21,5% na movimentação de passageiros, saltando de 218.127 em 2024 para 265.106 em 2025, impulsionado pelo turismo de lazer e ecoturismo.

Para Suilany Teixeira, articuladora da Unidade de Competitividade dos Negócios do Sebrae/CE, o avanço do turismo no Estado é resultado de um trabalho integrado que envolve promoção, infraestrutura e, principalmente, o fortalecimento dos pequenos negócios. “O Sebrae/CE, por exemplo, atua de forma estruturada e contínua junto ao turismo cearense, apoiando o desenvolvimento do setor por meio de cursos, consultorias, produção de conteúdos e acesso a crédito”, explica.

A articuladora destaca ainda que o Ceará conta atualmente com oito rotas turísticas estruturadas, distribuídas em diferentes regiões, que ampliam o portfólio de experiências e contribuem para a interiorização da atividade. “As rotas turísticas no Ceará são instrumentos pensados para promover o desenvolvimento regional. Diferente do turismo de massa, essas rotas criam experiências imersivas, gerando empregos e distribuindo renda em comunidades que vão além dos pontos turísticos tradicionais”, ressalta.