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Economia do feminismo: luta sociocultural

Artigo do superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo aborda esta corrente de estudo da economia e sua importância para a promoção da igualdade de gênero e empoderamento feminino
Por Redação
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Em pleno século 21, a igualdade de gênero e o empoderamento feminino desafiam as sociedades. É tanto que a Organização das Nações Unidas (ONU), dentre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, dispôs no Objetivo 5: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas – eliminando todas as formas de discriminação, de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos; garantindo a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública; reconhecer e valorizar o trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por meio da disponibilização de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social, bem como a promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme os contextos nacionais, dentre outras metas.

Atingir os desafios propostos por este 5º ODS requer, dentre outras iniciativas, o fim da divisão sexual do trabalho socialmente construída pelo patriarcalismo. Na qual, aos homens se conferiu realizar atividades produtivas que são públicas, reconhecidas e remuneradas; já às mulheres destinou-se atividades chamadas reprodutivas tocantes ao cuidado com as pessoas – privadas, não reconhecidas, não remuneradas.

Aqui surge a economia do feminismo que defende um novo olhar sobre estes papéis atribuídos a homens e mulheres nas sociedades. Considera que as atividades culturalmente atribuídas às mulheres – trabalho doméstico e familiar – como atividades que possuem a mesma importância das atividades de produção, pois, assim como estas, integram a socioeconomia e sem as quais o mercado de trabalho não funcionaria, por exemplo.

A economia do feminismo ilumina estas atividades invisibilizadas, mas fundamentais no desenvolvimento do bem-estar e crescimento econômico da sociedade. A promoção da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres são lutas socioculturais. Participar delas é decisivo para vencer o desafio de superar o patriarcalismo e construir uma sociedade fraterna, igualitária e libertária.

Joaquim Cartaxo – arquiteto urbanista e superintendente do Sebrae/CE