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Coleção Brasilidades traz informações sobre 62 produtos e serviços do país com Indicação Geográfica

O Ceará está representado pelas Redes de Jaguaruana e pelo Camarão da Costa Negra
Por Redação
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Um convite a conhecer um pouco mais sobre o Brasil por meio de produtos e serviços que só uma cultura e uma tradição como a nossa é capaz de produzir. Assim pode ser definida a Coleção Brasilidades, na qual o Sebrae reuniu informações sobre 62 produtos e serviços de diversas regiões do país que possuem Selo de Indicação Geográfica, certificação que reconhece nele valores característicos de seus locais de origem.

A coleção também traz um pouco sobre os bastidores de algumas jornadas empreendedoras de sucesso que foram fundamentais para a valorização e reconhecimento destes produtos e serviços e de como eles são importantes para o desenvolvimento do território onde estão inseridos. Todas estas informações estão disponíveis no site https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/origens/regioes.

O Ceará está representado na coleção com a história de dois produtos característicos de duas regiões do Estado: o Camarão da Costa Negra e as Redes de Jaguaruana. Este camarão, típico do Litoral Oeste do Ceará, foi o primeiro produto cearense a receber a certificação de Indicação Geográfica.  E é justamente seu local de produção o principal fator que confere a este produto características únicas, pois o rio Acaraú, de água escura e rico em nutrientes, ajuda a transformar o solo costeiro na melhor área biológica para a produção do crustáceo, fazendo com que ele seja mais pesado e de sabor encorpado.

A história do camarão da Costa Negra passa também pela trajetória empreendedora do Livino Sales, empresário carcinicultor, fundador da Associação dos Carcinicultores da Costa Negra e idealizador do projeto, que há mais de 30 (trinta) anos já cultivava camarão em cativeiro. Após uma viagem com sua esposa para a Europa, ele tomou conhecimento de que haviam produtos diferenciados pela sua produção, razões que agregavam valor ao produto e desenvolvia toda uma região. Tão logo regressou, deu início a  todas as pesquisas necessárias para comprovar que o camarão que era produzido na região era tido por todos como um produto diferenciado em qualidade e daí então juntamente com outros produtores fundou a ACCN e requereu o pedido de IG/DO perante o INPI, sendo concedido no Brasil em 11/08/2011.

Com a Denominação de Origem, o camarão da Costa Negra passou a ser uma especialidade nacional, o que agregou valor à produção, tanto no mercado nacional quanto internacional. A qualificação da cadeia produtiva passou a ter normas básicas para os distintos procedimentos de cultivo, processamento, conservação, embalagem, distribuição, transporte, publicidade (marketing), fiscalização e rastreabilidade. A produção do crustáceo também ajudou no desenvolvimento social de comunidades inseridas no entorno das unidades produtoras, bem como na implementação de ações que garantem a sustentabilidade ambiental do ecossistema.

Redes de Jaguaruana

Apesar do título de “Indicação de Procedência” ter sido conquistado apenas no ano passado, estima-se que tradição da produção de redes no município de Jaguaruana venha desde o século XVIII, sendo passada de pais para filhos. As heranças culturais que permeiam a história de Jaguaruana remetem com frequência à figura indígena, especialmente dos Tapuias, de onde também remonta a tradição da produção de redes.

Belas e originais, as redes do município são de até dez tipos: Açucena, Brim (sol a sol), Bucho de Boi, Casa de Abelha, Dama, Jeans, Maria Bonita, Olho de Peixe, Sarja e Tijubana. Seus materiais também são variados. As redes que fizeram a cidade ficar conhecida nacionalmente como Terra das Redes podem ser feitas de fio têxtil, brim, corda, trancelim, varanda e macramê. Elas também possuem um artefato especial: a varanda, um ornamento decorativo disposto nas laterais das redes que serve de elemento de identificação para a rede de Jaguaruana.

Além da tradição, as Redes de Jaguaruana também são sinônimo de desenvolvimento. O município possui cerca de 200 fábricas, com uma produção mensal estimada em 100 mil peças, o que contribui para a geração de cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos no território.

Indicação Geográfica

A IG é um registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI, que é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer (know-how ou savoir-faire).

Eles podem ser de dois tipos: Indicação de Procedência e a Denominação de Origem. A Indicação de Procedência é referido ao nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou de prestação de determinado serviço. Já a Denominação de Origem é o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que designe produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

Serviço

Para conhecer um pouco mais da história dos 62 produto ou serviços brasileiros que integram a Coleção Brasilidades e das regiões onde são produzidas é só acessar o site https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/origens/regioes.