
O Sebrae Nacional, em parceria com o Sebrae/BA, promoveu de 7 a 9 de agosto, no Centro de Convenções Salvador, a I edição da Semana do Futuro. O evento, que reuniu cerca de 1.500 lideranças do Sistema Sebrae de todo Brasil, tinha o objetivo de preparar os colaboradores da instituição para implementar o planejamento estratégico 2035.
Durante os três dias, foram totalizadas cerca de 24 horas de programação com foco em processos formativos, reunindo palestras de especialistas e personalidades de destaque da sociedade brasileira, painéis temáticos, debates e apresentações de experiências de sucesso de todo o país.

Um destes painéis, foi o que tratou das “Economias Portadoras de Futuro”, que contou com a participação do superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo. O painel trouxe uma apresentação do Afoxé Filhos do Congo, caso de sucesso atendido na Bahia, e debates sobre temáticas como agronegócio sustentável, economia azul, economia circular, transição energética, nova indústria digital, economia sem restrição, economia criativa e destinos turísticos inteligentes.
Na oportunidade, Cartaxo expôs sobre o tema da Economia Criativa, destacou este segmento como sendo uma das principais economias do Século XXI. “A Economia Criativa é a economia do futuro, pois ao contrário de outras economias, ela tem como matéria prima um bem infinito e abundante que é a criatividade humana”.

O superintendente também destacou o trabalho que vem sendo executado pelo Sebrae nos nove estados nordestinos, com o projeto de Economia Criativa do Nordeste, que vem contribuindo para o fomento, formalização e desenvolvimento dos negócios criativos no território. Apresentou como exemplo a Festa Literária do Cordel (FLIC) em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL) que busca valorizar o cordel como literatura brasileira.
Cangaço e Economia Criativa

Ainda durante a programação da Semana do Futuro, o superintendente do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo e o superintendente do Sebrae/AL, Vinícius Lages, apresentaram o tema “A influência do cangaço para o desenvolvimento da Economia Criativa do Nordeste. O mesmo tema já havia sido discutido pelos dois durante 1º Ciclo de Debates “Lampião e o Cangaço nas Alagoas, histórias e trajetórias”, promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGA), no final de julho, em Maceió.

Segundo Cartaxo, mais do que um capítulo da história brasileira, o cangaço é um patrimônio cultural que contribuiu e contribui para a dinamização do ecossistema da Economia Criativa do Nordeste de forma intensa e multifacetada. “Essa produção enriquece a oferta de produtos e destinos turísticos, diversificando e dinamizando as economias locais, além de reforçar o senso de pertencimento e orgulho entre os nordestinos, contribuindo para a preservação da cultura regional”, reforçou.

De acordo com ele, o imaginário construído em torno do cangaço, que por um lado pode ser visto como uma luta heroica contra a injustiça social e, por outro, uma forma de criminalidade sem medida, ajudou a construir a influência do movimento nas atividades criativas, em especial na região Nordeste. “É evidente a influência do cangaço em atividades ligadas ao turismo, à literatura, à música, às audiovisuais, ao artesanato, à moda e à educação e pesquisa, presente em produtos culturais que ativam a economia criativa do Nordeste brasileiro”.
